quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Osteopatia

 

O conceito osteopático surgiu no século passado como posicionamento contrario à terapia por drogas empregada na época. Os idealizadores acreditavam que a simples prescrição de medicamentos não traria a cura aos pacientes.

A filosofia da Osteopatia e bem ampla, dentre as quais, destacam-se o da unidade do corpo, em que os diferentes tecidos tem continuidade e inter-relacão, podendo alterações sofridas por um tecido afetar outro e assim um sistema e por fim a saúde geral do corpo, do poder curativo da natureza, sendo função do terapeuta a de tornar possível, facilitar esta ação, e a relação função-estrutura em que a estrutura rege a função e a função influencia a estrutura.

Para resumir em poucas linhas a filosofia osteopatica e seus conceitos para utilização de técnicas manipulativas e preciso entender o corpo como um todo e saber que as células de nossos tecidos e órgãos necessitam nutrir-se para permanecerem ativas, e que tal nutrição provem do sangue e que a circulação deste sangue depende do bombeamento do miocárdio, e que esta ação do miocárdio e controlada pelo sistema nervoso. Vale lembrar que as artérias e nervos estão sujeitos a tensão compressiva e torcional de tecidos conectivos e músculo-esqueleticos e que isso pode prejudicar suas ações. O aumento da tensão ou torção diminui a eficiência do sistema, acarretando num aumento do gasto energético para obter os mesmos resultados anteriores. Isso demonstra que a desordem em um tecido ou órgão influencia ou prejudica a ação de outro e isso desencadea uma cascata de acontecimentos, surgindo a lesão osteopatica, que nada mais e que uma adaptação do sistema músculo-esqueletico a essa nova circunstancia. Essa adaptação, surge através de vias reflexas somaticossomaticas ou viscerosomaticas.

Essa adaptação e identificada pelo terapeuta pela tríade assimetria, hipomobilidade e dor.

Cassiano Scaravonatto
CREFITO 63.566-F

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